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Como a FOP afeta o corpo

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Fibrodisplasia Ossificante Progressiva (FOP): Resumos de Publicações Médicas

Nesta parte do livro apresentamos uma seleção bibliográfica de artigos de valor clínico para pessoas com FOP. Estes artigos foram publicados em revistas médicas de destaque, sendo assim consultados por vários médicos e cientistas. Estes artigos lidam com muitos dos assuntos discutidos neste livro: genética, imunizações, fraturas ósseas, edemas dos membros, iontoforese, anestesia, etc. Os autores deste livro reconhecem que podem haver momentos em que o seu médico possa querer saber mais sobre estes assuntos, desejando obter alguns destes artigos, tanto para aprender mais sobre FOP como para tentar resolver um problema específico. Para ajuda-lo a saber se um determinado artigo traz as informações que ele necessita, nós incluímos um breve resumo dos mesmos.

 

Buyse G, Silberstein J, Goemans N, Casaer P. Fibrodysplasia Ossificans Progressiva: still turning into wood after 300 years?( Fibrodisplasia Ossificante Progressiva: continua se transformando em madeira após 300 anos?) Eur J Pediatr. 154:9, 694-9, Sept. 1995.


A FOP, doença genética rara, autossômica dominante, é caracterizada por anormalidades esqueléticas congênitas simétricas e ossificação heterotópica progressiva dos tecidos conectivos. No presente, mais de 300 anos após sua primeira descrição, feita por Patin em 1648 (na qual ele descreveu uma mulher que havia "se transformado em madeira"), a patogênese da doença continua desconhecida e seu tratamento limitado a medicações sintomáticas. Entretanto, um progresso significativo ocorreu recentemente e novos dados a respeito da organização molecular e regulação da formação óssea normal e anormal parecem conduzir a uma terapia mais específica. A FOP parece ser uma desordem genética causada por uma expressão anormal do programa de osteogênese endocondral e várias "pistas vindas das moscas", relatadas por Kaplan et al. em 1990 sugerem uma mutação com ganho de função na regulação das proteínas morfogenéticas ósseas.

Cohen RB, Hahn GV, Tabas JA, Peeper J, Levitz CL, Sando A, Sando N, Zasloff MA, Kaplan FS. The natural history of heterotopic ossification in patients who have fibrodysplasia ossificans progressiva -- a study of 44 patients. . (A história natural das ossificações heterotópicas em pacientes que têm fibrodisplasia ossificante progressiva &endash; um estudo de 44 pacientes) J. Bone Joint Surgery, 75-A: 215-219, 1993.


Quarenta e quatro pacientes com FOP responderam pelo correio a um questionário sobre a idade do início das ossificações heterotópicas em quinze áreas anatômicas mais comumente envolvidas. A idade média dos pacientes no momento da resposta a este questionário era de vinte e sete anos (em um grupo que variou entre três e sessenta e nove anos). A idade média de início das ossificações foi de cinco anos (em um grupo que variou do nascimento a vinte e cinco anos). Os locais mais precocemente afetados pelas ossificações heterotópicas foram o pescoço, coluna, e a cintura escapular. Por volta dos quinze anos de idade, quarenta e dois (mais de 95%) dos pacientes tinham a motilidade dos membros superiores severamente restrita. Nestes pacientes, a ossificação heterotópica ocorreu nas seguintes direções: axial para apendicular, craniana para caudal, e proximal para distal; este parece ser um padrão típico da FOP.

Cohen RB, Kaplan FS. Diagnosis: Natural History of heterotopic ossification in patients who have fibrodysplasia ossificans progressiva.(Diagnóstico: História Natural das ossificações heterotópicas em pacientes que têm fibrodisplasia ossificante progressiva) Orthopaedics and Rheumatology Digest, 8: 18-19, 1993.


Este artigo apresenta uma breve revisão de como a FOP afeta o corpo.

Connor JM. Fibrodysplasia Ossificans Progressiva: Lessons from Rare Maladies. (Fibrodisplasia Ossificante Progressiva: Lições de Doenças Raras). The New England Journal of Medicine. 335:8, 591-3, agosto 1996.


Este artigo é um editorial sobre a recente descoberta da hiper-expressividade da proteína morfogenética óssea 4 em pacientes que possuem FOP. É um dos dois artigos sobre FOP publicados em 22 de agosto de 1996 nesta revista.

Connor JM, Evans DAP. Fibrodysplasia Ossificans Progressiva. The Clinical Features and Natural History of 34 Patients.(Fibrodisplasia Ossificante Progressiva. As Características Clínicas e História Natural de 34 Pacientes). J. Bone Joint Surgery. 64-B: 76-83, 1982.


Trinta e quatro pacientes com FOP são descritos. A progressão da incapacitação foi errática em todos, mas a severa restrição dos movimentos dos ombros e coluna foi comum por volta dos 10 anos de idade; os quadris foram envolvidos geralmente aos 20 anos, e muitos pacientes estavam confinados à cadeiras de rodas por volta dos trinta anos. Fatores que exacerbaram o quadro foram traumatismos aos músculos, biópsias das lesões ("calombos"), cirurgias para extração dos ossos heterotópicos, injeções intramusculares, punções venosas e tratamentos dentários. A progressão da doença não parece ser afetada por nenhum tipo de tratamento e o cuidado com os pacientes deve se concentrar em evitar os fatores que podem piorar a doença.

Connor JM, Skirton H, Lunt PW. A three generation family with fibrodysplasia ossificans progressiva(Três gerações de uma família com fibrodisplasia ossificante progressiva). J. Med. Genet., 30: 687-689, 1993.


Uma família com cinco pessoas afetadas pela fibrodisplasia ossificante progressiva (miosite ossificante progressiva) em três gerações é descrita. Este é o primeiro caso bem documentado de três gerações de uma mesma família com a doença e dá maiores evidências quanto à herança autossômica dominante. Uma variedade de fenótipos da doença é apresentada, desde a formação incapacitante de ossos e morte prematura, até um adulto assintomático e com a característica malformação dos hálux.

Einhorn TA, Kaplan FS (1994). Traumatic fractures of heterotopic bone in patients who have fibrodysplasia ossificans progressiva (Fraturas traumáticas de ossos heterotópicos em pacientes que têm fibrodisplasia ossificante progressiva) . Clin. Ortho. Rel. Res., 308: 173-177.


Foram estudados casos de fraturas traumáticas e patológicas no esqueleto normotópico de pacientes com FOP. Este artigo fala de duas crianças com FOP que sofreram fraturas traumáticas de ossos heterotópicos ao redor dos cotovelos. Nas duas crianças as fraturas se resolveram de forma tranqüila, com o aparecimento normal de calos ósseos. Estes dois casos, extremamente raros, sugerem que a resposta biológica às fraturas ocorridas no esqueleto heterotópico das pessoas com FOP parece ser igual à que ocorre no o esqueleto normotópico.

Glaser DL, Rocke DM, Kaplan FS. Catastrophic falls in patients who have fibrodysplasia ossificans progressiva (Quedas catastróficas em pacientes com fibrodisplasia ossificante progressiva) Clinical Orthopaedics and Related Research. Out.1997.


Houveram numerosos relatos de quedas catastróficas em pacientes com FOP. Para determinar a incidência da morbidade e mortalidade associadas às quedas nesta população de pacientes, os autores entrevistaram os 135 pacientes membros da IFOPA, bem como um grupo controle com idade e sexo semelhantes. Oitenta e um porcento da população com FOP sofreu alguma queda que resultou em traumatismo comparado a 44% do grupo controle. Sessenta e sete porcento das quedas deram início a um surto doloroso de FOP, levando à perda permanente dos movimentos em quase todos os pacientes. Cinqüenta e quatro porcento de todas as quedas sofridas pelo grupo de FOP conduziu à incapacitações permanentes, comparadas a 4% de todas as quedas do grupo controle. Deficiências na coordenação da marcha e na função de proteção durante as quedas contribuem para aumentar a gravidade dos traumas na população com FOP. São recomendadas precauções para minimizar os riscos de trauma, sem comprometer o nível funcional do paciente e sua independência.

Hahn G, Kaplan FS. Heterotopic Ossification: In Basic Science of Osteogenesis(Ossificação Heterotópica: Introdução à Ciência Básica da Osteogênense, Brighton, CT, ed. American Academy of Orthopaedic Surgeons, 1994.


Este artigo apresenta uma breve revisão de todas as formas de ossificação heterotópica.

Janoff H, Cohen R, Shafritz A, Bieler J, Wozney J, Zasloff M, Kaplan F and Shore E. Submandibular swelling in patients who have fibrodysplasia ossificans progressiva: a life threatening complication(Edema submandibular em pacientes que têm fibrodisplasia ossificante progressiva: uma complicação com risco de vida). . J Otolaryngology&endash;Head and Neck Surgery, 114: 599-604, 1996.


Doze de 107 pacientes com FOP (11%) apresentaram ossificações heterotópicas submandibulares (abaixo da mandíbula / área do queixo) que foram inicialmente erroneamente diagnosticadas em sete pacientes como caxumba, edema angioneurótico, abcesso, mononucleose ou neoplasia. Um programa de tratamento efetivo incluiu a identificação precoce do surto submandibular, evitar a manipulação da lesão, suporte nutricional, tratamento com corticóides e medidas para evitar a obstrução das vias aéreas. O edema submandibular é uma emergência médica que requer cuidados intensivos e medidas para evitar complicações clínicas desastrosas.

(Um artigo similar foi publicado no Bone and Min. Research. 9 (Suppl 1), S428,1994.)

Janoff HB, Tabas JA, Shore EM, Muenke M, Dalinka MK, Schlesinger S, Zasloff MA, and Kaplan FS. Mild Expression of fibrodysplasia ossificans progressiva. (Expressão branda da fibrodisplasia ossificante progressiva) J. Rheumatology. 22:976-8, 1995.


Três casos incomuns de FOP com manifestações brandas foram descritos: um homem de 80 anos, uma mulher de 44 anos e uma mulher de 17 anos. O homem (cuja filha tinha as características clássicas da FOP) não tinha malformações nos hálux e teve uma progressão lenta, pouco usual da doença. As duas mulheres tiveram início tardio das ossificações heterotópicas. A mulher mais velha também apresentou uma progressão lenta e incomum da doença. Na época do estudo os três pacientes foram acompanhados ambulatorialmente. O reconhecimento de uma forma branda de FOP irá influenciar no diagnóstico, discussão, e pesquisa nesta rara doença.

Janoff HB, Muenke M, Johnson LO, Rosenberg A, Shore EM, Okereke E, Zasloff M, and Kaplan FS. Fibrodysplasia ossificans progressiva in two half-sisters: Evidence for maternal mosaicism. (Fibrodisplasia ossificante progressiva em duas meio-irmãs: Evidências de mosaicismo materno). Amer. J. Med. Genet., 61:320-324, 1996.


As características clássicas da FOP foram observadas em duas meio-irmãs americanas, filhas da mesma mãe não afetada e de pais diferentes também não afetados pela doença. Este é o primeiro relato de FOP em irmãs de gestações diferentes cujos genitores eram saudáveis. Os achados nesta família sugerem a ocorrência de mosaicismo gonadal materno na FOP e dão novos dados importantes para a discussão genética sobre a doença.

Kaplan, FS, Shore, EM, Zasloff, MA. Fibrodysplasia Ossificans Progressiva: Searching for the Skeleton Key (Fibrodisplasia Ossificante Progressiva: Procurando pela Chave do Esqueleto). Calcif.Tissue Int. 59: 75-78, 1996.


Este editorial, acompanhado por resumos do Segundo Simpósio Internacional sobre FOP (ocorrido na Filadélfia de 29 a 31 de outubro de 1995), discute a rara condição da FOP e dá informações sobre as pesquisas em andamento.

Kaplan FS, Tabas JA, Gannon FH, Finkel G, Hahn GV, Zasloff MA. The histopathology of fibrodysplasia ossificans progressiva: an endochondral process (A histopatologia da fibrodisplasia ossificante progressiva: um processo endocondral). J. Bone Joint Surgery. 75-A: 220-230, 1993.


Para ilustrar melhor as características biológicas da FOP, biópsias de onze pacientes foram revistas. Em seis crianças, os resultados das biópsias de lesões recentes (antes do aparecimento das ossificações) haviam sido interpretados erroneamente, revelando diagnósticos de fibromatose ou sarcoma. Este estudo estabeleceu os achados histopatológicos predominantes associados à FOP e pode servir como base para se postular um gen candidato à patogênese da doença. A biópsia da lesão não é necessária para a realização do diagnóstico, e, uma vez que costuma conduzir a uma piora da condição do paciente, deve ser evitada.

Kaplan FS, McCluskey W, Hahn G, Tabas JA, Muenke M, Zasloff MA . Genetic transmission of fibrodysplasia ossificans progressiva: a report of a family. (Transmissão Genética da fibrodisplasia ossificante progressiva: um relato de uma família). J. Bone Joint Surgery. 75-A: 1214-1220, 1993.


A transmissão genética da FOP de um pai afetado para seus três filhos é avaliada neste trabalho. Apesar de se suspeitar há muito tempo de uma transmissão genética autossômica dominante, os achados nesta família confirmam este tipo de herança e são uma base para o diagnóstico e aconselhamento dos pacientes com a doença.

Kaplan FS, Craver R. MacEwen GD. Finkel G. Hahn G, Gardner RJM, Zasloff MA. Progressive Osseous Heteroplasia: A Distinct Developmental Disorder of Heterotopic Ossification. (Heteroplasia Óssea Progressiva: Uma Doença Distinta com Desenvolvimento de Ossificação Heterotópica). J. Bone Joint Surgery. 76-A: 425-436, 1994.


Dois novos casos de Heteroplasia óssea progressiva severa, bem como os achados no mais recente "follow up" de três pacientes cujos casos foram relatados anteriormente foram avaliados. As características da heteroplasia óssea progressiva (POH) justificam sua classificação como uma desordem distinta com desenvolvimento de ossificações heterotópicas.

Kaplan FS, Strear CM, Zasloff MA. Radiographic and scintographic features of modeling and remodeling in the heterotopic skeleton of patients who have fibrodysplasia ossificans progressiva (Características radiológicas e cintilográficas da modelação e remodelação do esqueleto de pacientes com fibrodisplasia ossificante progressiva). Clin. Ortho. Rel. Res., 304: 238-247, 1994.


Para demonstrar as características radiológicas e cintilográficas da modelação e remodelação do esqueleto heterotópico em pacientes com fibrodisplasia ossificante progressiva, radiografias de 47 pacientes e cintilografias de 12 destes pacientes confirmaram o diagnóstico da doença e foram revistos. Foi observada uma grande quantidade de características normais de modelações e remodelações ósseas no esqueleto heterotópico em todos os pacientes estudados, menos nos dois mais novos (com 1 ano de idade).

Kaplan FS, Hahn GV, Zasloff MA. Heterotopic ossification: Two rare forms and what they can teach us ( Ossificações Heterotópicas: Duas formas raras e o que elas podem nos ensinar).. J. AM. Acad. Ortho. Surg., 2: 288-296, 1994.


A ossificação heterotópica é caracterizada pela formação de ossos normais ectópicos em tecidos moles. Duas formas hereditárias raras de ossificação heterotópica, a FOP e a POH, nos fornecem dados clínicos e patogenéticos sobre as ossificações heterotópicas em humanos. O importante entendimento da patologia molecular e do desenvolvimento destas doenças pode conduzir a estratégias mais efetivas na prevenção e tratamento da ossificação heterotópica em humanos.

Kussmaul WG, Esmail AN, Sagar Y, Ross J, Gergory S, Kaplan FS. Pulmonary and cardiac function in advanced fibrodysplasia ossificans progressiva. (Função pulmonar e cardíaca na fibrodisplasia ossificante progressiva avançada). Clinical Orthopaedics and Related Research. Sept. 1997.


Vinte e cinco pacientes com FOP, variando de 5 a 55 anos de idade foram estudados durante um simpósio internacional sobre a doença. História, exame físico, funções pulmonares, eletrocardiogramas e ecocardiogramas foram feitos em cada paciente. O exame físico do coração e pulmões foi normal. Os paciente tinham uma expansão torácica extremamente limitada, sugerindo dependência da respiração diafragmática. O volume dos pulmões era muito reduzido, mas os níveis de fluxo aéreo eram relativamente normais. Os pacientes tinham uma saturação de oxigênio capilar normal. A ecocardiografia foi tecnicamente difícil, mas não foi observada nenhuma anormalidade na função do ventrículo direito e esquerdo. Dez paciente mostraram evidências eletrocardiográficas de disfunção do ventrículo direito. Estes pacientes eram mais velhos, tinham FOP diagnosticada há mais tempo, aumento de hemoglobina, e uma função pulmonar menor.

Lanchoney TF, Cohen RB, Rocke DM, Zasloff MA, and Kaplan FS: Permanent heterotopic ossification at the injection site after diphtheria-tetanus-pertussis immunizations inchildren who have fibrodysplasia ossificans progressiva (Ossificações heterotópicas permanentes no local da injeção da vacina difteria- tétano - coqueluche em crianças que têm fibrodisplasia ossificante progressiva). . J. Pediatrics. 126: 762-4, 1995.


Em pacientes com FOP a vacinação de rotina da infância contra a difteria- tétano - coqueluche (DPT ou tríplice) por via intramuscular representam risco significativo de ossificações heterotópicas permanentes no local da injeção, enquanto que a vacina contra sarampo, rubéola, e coqueluche e que é administrada por via subcutânea não traz riscos significativos. As injeções intramusculares devem ser evitadas sempre que possível uma vez que o diagnóstico de FOP for estabelecido.

Lininger TE, Brown EM, Brown M: General anesthesia and fibrodysplasia ossificans progressiva (Anestesia geral e fibrodisplasia ossificante progressiva). . Anesth Analg, 68: 175-6, 1989.


A FOP em é uma doença rara e hereditária com progressiva ossificação dos tecidos conectivos dos músculos, e ligamentos em associação com anormalidades esqueléticas características. A doença é caracterizada por um curso debilitante progressivo envolvendo o sistema respiratório, o sistema músculo esquelético e a coluna vertebral. Suas manifestações sistêmicas criam uma situação desafiante para o manejo anestésico , médico e cirúrgico. Nós não encontramos nenhuma outra descrição na literatura de anestesia geral um entubação traqueal e uso de relaxantes musculares em pacientes com fibrodisplasia ossificante de progressiva.

Luchetti W, Cohen RB, Hahn GV, Rocke DM, Helpin M, Zasloff MA, Kaplan FS. Temporomandibular joint ankylosis following routine injection of local anesthetic in patients who have fibrodysplasia ossificans progressiva (Anquilose na articulação temporomandibular após injeções rotineiras de anestésicos locais em pacientes que têm fibrodisplasia ossificante de progressiva). . Oral Surgery. 81: 21-25, 1996.


A ossificação espontânea da articulação temporomandibular ocorre tardiamente no curso da FOP mas foi reportada após procedimentos dentários ou traumas orais em qualquer idade. Um estudo feito por correspondência de 60 pacientes membros da associação internacional de FOP foi conduzido para determinar a relação entre os procedimentos odontológicos e as ossificações e anquiloses subsequentes (fusão) da mandíbula. As injeções de anestésicos locais durante procedimentos odontológicos levam à riscos sérios e imediatos do estímulo de ossificações heterotópicas e conseqüente fusão das articulações temporomandibulares em pacientes que têm FOP.

Moriatis J., Gannon F., Shore EM, Zasloff MA, and Kaplan FS. The prevalence, natural history and pathogenesis of limb swelling in patients who have fibrodysplasia ossificans progressiva.(Edema dos membros em pacientes que têm fibrodisplasia ossificante progressiva). Clinical Orthopaedics and Related Research. No. 336, March 1997 .


O edema nos membros foi observado em pessoas com FOP, e pouco se sabe sobre esta complicação. Para determinar a prevalência, história natural, e patogênese do edema dos membros nesta condição, os autores revisaram relatos médicos detalhados em 74 pacientes que tinham uma história documentada de FOP. O edema agudo dos membros do ocorreu em associação com surtos de FOP em quase todos os casos. O edema agudo dos membros superiores era focal e mais nodular, em contraste com o edema agudo dos membros inferiores que era mais difuso. O edema agudo dos membros superiores ocorreu em todos os 74 pacientes, enquanto que o edema agudo dos membros inferiores o ocorreu em 47 dos 74 pacientes (64%).. A intensa angiogênese e edema vistos na avaliação histopatológica das lesões pré ósseas de FOP pode ter um papel significativo na patogênese do edema dos membros.

Nussbaum, B, O'Hara I, Kaplan FS. Fibrodysplasia Ossificans Progressiva: Report of a case with guidelines for pediatric dental and anesthetic management. Journ. Of Dentistry for Children.management (Fibrodisplasia Ossificante Progressiva: Relato de um caso e guia para o manejo odontológico pediátrico e anestésico). Nov/Dec 1996, 448-450.


Este artigo fornece o relato de um caso de uma menina de 4 anos com FOP que foi admitida no Hospital para Crianças da Filadélfia para procedimentos dentários. O artigo mostra o manejo de problemas dentários difíceis em que precauções assíduas são necessárias para prevenir ossificações heterotópicas da mandíbula. Inclui um manual para procedimentos anestésicos.

O'Reilly M, Renton P, Metaphyseal abnormalities in fibrodysplasia ossificans progressiva (Anormalidades nas metáfises observadas na fibrodisplasia ossificante progressiva). . Br J Radiol. 66: 786, 112-6, 1993.


A FOP é uma doença congênita rara em caracterizada pela por ossificação difusa do tecido conectivo do extra esquelético em. As características clássicas e progressão da doença são descritas em três casos que apresentam as características clínicas e radiológicas gerais da FOP . Uma característica constantemente vista foi o a alargamento discreto das metáfises com pontas nas bordas, compatíveis com alterações menores na morfologia óssea durante o crescimento. Estas mudanças não podem ser vistas depois da fusão das epífises. As alterações maiores persistem durante a idade adulta.

Pazzaglia UE, Beluffi G, Ravelli A, Zatti G, Martini A. Chronic intoxication by ethane-1-hydroxy 1, 1-diphosphonate (EHDP) in a child with myositis ossificans progressiva. (Intoxicação crônica por etano-1-hidroxi -1-difosfonato (EHDP) em uma criança de com miosite ossificante progressiva). Pediatri Radiol. 23:4, 459-62, 1993.


Uma criança com MOP foi tratada por oito anos com EHDP 30-40 mg/Kg por dia. Mais tarde a criança passou a se queixar de dores severas e progressivas nos ossos e articulações que tornavam quase impossível ficar em pé e andar. Um estudo radiológico do esqueleto mostrou lesões semelhantes para a ao raquitismo. A suspensão do do tratamento com EHDP produziu uma melhora substancial nas condições gerais e bem como no quadro radiológico dos ossos. Múltiplas exostoses foram observadas nesse caso e particularmente aquelas ao redor dos joelhos apresentavam e uma morfologia peculiar. Isto suporta a teoria que as exostoses se originam de um defeito da modelação das metáfises.

Rocke DM, Zasloff MA, Peeper J, Cohen RB, Kaplan FS. Age and joint-specific risk of initial heterotopic ossification in patients who have fibrodysplasia ossificans progressiva. (Risco de desenvolvimento do de ossificações heterotópicas iniciais relacionados à idade e a articulações específicas em pacientes que têm fibrodisplasia ossificante progressiva). Clin. Ortho. Rel. Res., 301: 243-248, 1994.


Utilizando dados de um estudo de 44 pacientes que têm FOP, os riscos de novos envolvimentos articulares relacionados com a idade e com articulações específicas foram estimados. Regiões em que o risco de ossificação heterotópica parece ser constante com a idade incluem o pescoço, coluna, ombros, cotovelos, e tornozelos. Região com risco aparentemente aumentado incluem a mandíbula, os punhos, quadris e joelhos. Esta análise permite aos clínicos estimar o risco de um novo envolvimento de qualquer articulação em qualquer idade, bem como a fração de pacientes com articulações não envolvidas em qualquer idade. A variação do risco de ossificação em cada articulação nos dá a um guia clínico útil para as características da progressão da doença. Um este guia irá ajudar no planejamento das necessidades individuais de cada paciente, bem como a antecipar os auxílios sociais necessários e os programas de reabilitação.

Roush, Wade. Protein Builds Second Skeleton (Proteína constrói um segundo esqueleto). . Science. 273: 5279, 1170, August 1996.


Este artigo resume as descobertas recentes sobre FOP. (destacado na edição de 30 de agosto de 1996 do The New England Journal of Medicine)

Shafritz AB, Shore, EM, Gannon, FH, Zasloff, MA, Taub, R, Muenke, M, Kaplan, FS. Ocverexpression of an osteogenic morphogen in fibrodysplasia ossificans progressiva.(Aumento da expressão de um morfogen osteogênico na fibrodisplasia ossificante progressiva). New England Journ. of Med. 335: 555-561, 1996.


Os autores estudaram linhagens de células linfoblastóides extraídas de células mononucleares do sangue periférico de pacientes com FOP. No exame das proteínas morfogenéticas ósseas e do RNAm, apenas as BMP 4 e seu RNAm estavam presentes em níveis aumentados em células derivadas de uma lesão fibroproliferativa recente em um paciente com FOP. BMP 4 e RNAm estavam expressos nas linhagens de células linfoblastóides em 26 de 32 pacientes com FOP. No grupo controle de indivíduos normais este fato só foi observado em uma pessoa.

Shah PB, Zasloff MA, Drummond D, Kaplan FS. Spinal deformity in patients who have fibrodysplasia ossificans progressiva.(Deformidades na coluna de pacientes que têm fibrodisplasia ossificante progressiva). J. Bone Joint Surg. 76-A: 1442 1450, 1994.


Radiografias e dados clínicos são realizados para caracterizar as deformidades da coluna em 40 pacientes com um diagnóstico estabelecido de FOP. Vinte e seis (65%) dos pacientes tinham escoliose, que, de acordo com os dados clínicos e a análise dos pacientes, já estava presente durante a infância. A ortose da coluna foi usada para tratar a escoliose em dois pacientes, mas esse método resultou em lesões da pele e falhou em deter a progressão da curvatura. Cinco pacientes foram operados para corrigir a escoliose na tentativa de obter uma fusão balanceada da coluna. Cinco destes procedimentos falharam em deter a progressão da curvatura ou foram associados a um aumento da ossificação heterotópica.

Smith RM Athanasou NA, Vipond, SE. Fibrodysplasia Ossificans Progressiva: clinicopathological features and natural history. (Fibrodisplasia ossificante progressiva: características clínico patológicas e história natural). QJM. 89: 445-6, June 1996.


Pacientes com FOP foram estudados por mais de 24 anos. Todos tinham caracteristicamente hálux pequenos, potencialmente reconhecíveis ao nascimento; possuíam alterações radiográficas nos polegares, hálux, coluna cervical e metáfises dos ossos longos, incluindo exostoses. Em 25 pacientes a ossificação dos grandes músculos esqueléticos começou ao nascimento até os 16 anos de idade. Ocorreu no pescoço e nos músculos espinhais altos, e mais tarde ao redor dos quadris, das articulações maiores e da mandíbula. O grau de extensão da incapacidade resultante não foi relacionado com o momento do início do quadro. Nenhum tipo de tratamento obteve benefícios consistentes. Apesar da combinação única de anormalidades esqueléticas e ossificações heterotópicas, geralmente o primeiro diagnóstico nos pacientes com FOP é feito de forma errada ou é geralmente retardado até que as ossificações heterotópicas se iniciem. Que o veto atraso no diagnóstico se deve principalmente à a falha no reconhecimento do significado dos dedos anormais que estes pacientes apresentam. O diagnósticos histológicos errôneos mais frequentes foram sarcomas de tecidos moles ou a fibromatose.

Wieder, DL. Treatment of Traumatic Myositis Ossificans with Acetic Acid Iontophoresis.(Tratamento da miosite ossificante traumática com iontoforese de ácido acético). Physical Therapy. 72 (2): 133-6, 1991.


O objetivo do relato deste caso é documentar o tratamento de um paciente que teve miosite ossificante traumática com iontoforese de ácido acético. Uma solução de ácido acético a 2% foi administrada por iontoforese dentro da miosite ossificante, seguida por 8 minutos de pulsos de ultra-som a 1,5 W/cm2. O tratamento foi realizado 3 vezes por semana durante três semanas.

Zasloff MA, Rocke DM, Crofford LJ, Hahn GV, Kaplan FS: Treatment of patients who have fibrodysplasia ossificans progressiva with 13-cis-retinoic acid (isotretinoin)(Tratamento de pacientes com fibrodisplasia ossificante progressiva com o ácido 13-cis-retinóico (isotretinoína)). 1997.


Os retinóides são uma família plausível de agentes terapêuticos para a FOP devido a sua habilidade em inibir a diferenciação de tecido mesenquimal em cartilagem e osso. Dados de um estudo em pacientes com FOP indicaram que a isotretinoína em doses de 1a 2 mg/kg/dia diminuiu a incidência de ossificações heterotópicas em regiões anatômicas não envolvidas. Apenas uma das 88 regiões anatômicas que estavam completamente não envolvidas no início do estudo se tornou um envolvida durante o tratamento com a isotretinoína. De qualquer forma 16 dos 21 pacientes (76%) desenvolveram surtos em 38 das 143 (27%) regiões anatômicas previamente não envolvidas enquanto estiveram em tratamento com a isotretinoína. Estes dados não nos permitem determinar se a isotretinoína foi efetiva em prevenir os surtos da doença em regiões que tinham ossificações mínimas no momento do início da terapia.

 

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What is FOP? Fibrodysplasia Ossificans Progressiva: A Guidebook for Families © 1995, 1997

 

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